Pensando em seu futuro: comece desde já a planejar sua aposentadoria.

Se você é jovem, estudante ou recém-formado e ainda não está casado, certamente deve ter uma infinidade de planos para a sua vida. Coisas do tipo: comprar uma casa na praia, ter um apartamento em uma região nobre da cidade, fazer várias viagens, ou cursos para reciclagem profissional etc.
Para que tudo isto se torne realidade, não tenha a ilusão de que é só achar uma lâmpada, esfregá-la e esperar que saia dali um gênio lhe dando direito a três pedidos. Não, para alcançar tais objetivos é necessário que você tenha em mente uma palavra muito importante: planejamento. E quando falamos em planejamento, estamos falando tanto de planejamento de curto quanto de longo prazo.
A importância de se pensar no longo prazo
Mas como isto funciona? Bem, vamos começar a partir de uma situação simples, na qual todo o mês você tem uma determinada renda. Para que você consiga planejar de forma adequada as suas finanças durante toda a sua vida, é importante que você destine parte de sua renda para a alocação no curto prazo. Afinal de contas, todos nós temos que arcar com gastos com alimentação, transportes, lazer etc.
É muito importante, também, que uma outra parcela de sua renda seja destinada para o futuro, de forma a garantir a sua renda pós-aposentadoria. Neste ponto você deve estar se perguntando: como assim, aposentadoria? Mal entrei no mercado de trabalho e já começo a pensar em quando vou me aposentar? A resposta é sim, uma vez que o futuro, como você bem sabe, é um assunto sério e, assim, deve ser tratado de igual maneira.
Além disso, quando você começa a acumular dinheiro, não necessariamente você desfrutará deste capital apenas depois de sua aposentadoria. Na verdade, você pode retirar parte do dinheiro investido antes mesmo de se aposentar, para resolver algum problema financeiro ou mesmo para realizar algum de seus "sonhos de consumo".
Onde, então, aplicar o meu dinheiro?
Tendo isto esclarecido, cabe a pergunta: onde então devo guardar o meu dinheiro? Bom, a primeira coisa que poderia vir à sua cabeça poderia ser a caderneta de poupança. Afinal de contas, você já teve estar mais familiarizado com este tipo de aplicação, até mesmo porque seus pais, avós, tios etc. certamente a utilizavam para guardar suas "economias". Porém, antes de pegar o seu dinheiro e aplicar na poupança, você deve fazer um exercício de comparação.
Isso mesmo! Você não entendeu errado! Atualmente, existem várias alternativas de investimento, que podem ser bem mais interessantes do que a tradicional caderneta de poupança. Uma destas alternativas são os chamados planos de previdência privada, que são comercializados tanto por seguradoras quanto por bancos, e que aplicam seus recursos de maneira variada, mas em geral garantem uma rentabilidade maior que a poupança. Especialmente se a intenção é investir por prazos mais longos de tempo.
Mas é preciso ir com calma, já que existem vários tipos de planos de previdência, que diferem entre si pelo rendimento, pelo tratamento fiscal etc. Dessa maneira, é preciso ter em mente qual o plano que melhor se adapta ao ser perfil e necessidades, comparando benefícios e custos.
Quanto mais cedo, melhor
Quando o assunto é planejamento de sua renda no longo prazo, então alguns fatores devem ser levados em consideração. Dentre os vários aspectos a serem analisados na hora de decidir quando e onde colocar os seus recursos, os mais importantes são os seguintes:
bNa ponta do lápisCertamente você já ouviu a expressão ao investir no longo prazo você faz o dinheiro trabalhar para você. Mas, será que você tem uma idéia clara do que isso significa? Na prática isso quer dizer que, quanto antes você começar a poupar, por mais tempo manterá o dinheiro aplicado, e maior será o peso dos juros no total acumulado.

* tempo de contribuição ao fundo: este é o período conhecido como fase de acumulação, já que é nesta ocasião que o seu dinheiro está rendendo. a duração do período de acumulação depende, basicamente, de dois fatores: em primeiro lugar, com quantos anos você começou a contribuir e, segundo, com quantos anos você deseja se aposentar. a regra geral é que quanto maior o período de acumulação, maior tende a ser a sua renda no futuro.dessa maneira, quanto antes você começar a contribuir para algum fundo, melhor, já que isto tende a aumentar o efeito multiplicador dos juros, além de elevar o seu patrimônio total, sobre o qual incidirão os juros. a idade de saída, por sua vez, determina quanto tempo os recursos acumulados terão que durar para lhe garantir um sustento. quanto maior a sobrevida, mais tempo o dinheiro terá que durar, e, portanto, maior deverá ser o montante acumulado se você quiser garantir o recebimento de uma determinada renda após se aposentar.
* fase de benefícios: neste período, você estará basicamente recebendo a renda proveniente do seu período de acumulação. a maior parte dos planos de previdência dá ao participante a opção de se programar para receber o benefício de uma só vez, ou então através de uma renda mensal. caso você opte pelo recebimento de uma renda mensal, existem formas distintas de pagamento, que variam apenas na duração (vitalícia ou temporária), e na possibilidade de reversão desses benefícios para outras pessoas no caso da sua morte.

Assim, por exemplo, como ilustrado abaixo, se poupar desde os 25 anos para alcançar R$ 1 milhão ao se aposentar aos 65 anos, então 25% do total acumulado será derivado da sua poupança mensal, e 75% do poder multiplicador dos juros.
Por outro lado, se esperar até os 45 anos para começar o seu esforço, então para juntar o mesmo patrimônio, sem correr riscos extras, terá que poupar quase quatro vezes mais do que no exemplo anterior. Apesar disso, do total acumulado, os juros serão responsáveis por 47% do total. Em outras palavras, o fato de ter investido por menos tempo fez com que o poder multiplicador dos juros fosse menor, e você tivesse que trabalhar mais do que o seu dinheiro.
Outro ponto importante de se investir por um prazo mais longo é que isso permite rever possíveis erros na hora de investir o seu dinheiro. Diante disso, deixar para amanhã o que pode ser feito hoje é a pior decisão para o seu futuro que pode tomar, então por que esperar?

|