SAIBA QUANDO VALE A PENA FAZER UM SEGURO DE VIDA

Como qualquer outro tipo de seguro, o seguro de vida cobre um risco. Enquanto o seguro de automóvel cobre o risco de você ter o carro roubado ou batido, o de vida cobre risco de você vir a falecer e deixar alguém desamparado financeiramente.

É exatamente por isso que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, o seguro de vida não é necessariamente recomendado para pessoas idosas, mas sim para as mais jovens que ainda não acumularam o suficiente.

Quando falamos de pessoas mais jovens estamos nos referindo somente àquelas que têm dependentes. Portanto, se você tem vinte e poucos anos e não é casado ou não tem filhos o seguro talvez não seja a melhor opção. Neste caso o melhor é poupar, isto é, investir o seu dinheiro de forma a aumentar seu patrimônio.

Por outro lado, se você já é casado e tem filhos, a situação muda. Caso algo acontecer com você, sua família pode vir a passar necessidade. Neste sentido, a decisão de comprar um seguro de vida deve ser tomada com base na sua situação financeira.

Se você já acumulou o suficiente, em caso de fatalidade é possível manter o padrão de vida da sua família, seja através da venda dos seus bens, ou da renda recebida com as suas aplicações, e então o seguro de vida não é tão necessário.

Previdência ou seguro?
Algumas pessoas se confundem na hora de escolher entre um seguro de vida ou um plano de previdência privada. Os dois produtos são bastante distintos e devem ser visto como complementares, e nunca como excludentes.

O plano de previdência deve ser visto como uma poupança de longo prazo, isto é, faz parte de sua estratégia de investimento. Já o seguro de vida não é um investimento, mas uma cobertura de risco.

Os recursos acumulados com a previdência devem ser vistos como o pé de meia que você precisa acumular para se aposentar. Desta forma, quanto mais próximo de se aposentar maior será o pé de meia, e menor a necessidade de um seguro. Por outro lado, para os mais jovens este pé de meia pode não ser suficiente para sustentar a família em caso de falecimento ou invalidez, de forma que o seguro é um complemento indispensável.

Se você ainda não acumulou o suficiente, a melhor opção é combinar os seguros de vida com planos de previdência. O lançamento dos VGBLs (Vida Gerador de Benefício Livre) veio preencher esta lacuna, uma vez que o produto que combina esta duas características.

Vida ou Acidente?
Outra dúvida freqüente é a de se vale mais a pena fazer um seguro de vida ou um de acidentes. Antes de mais nada, é preciso entender a diferença entre eles. O seguro de vida cobre riscos de morte acidental ou natural e invalidez por acidente ou doença. Já os seguros de acidente cobrem os riscos de morte ou invalidez por acidente.

Muitas pessoas acabam optando pelo seguro de acidentes, que é mais barato, mas também tem uma cobertura mais restrita e seu preço não muda de acordo a idade, ao contrário do seguro de vida, que aumenta com o tempo. Na opinião de alguns especialistas do setor, para os jovens o custo dos dois produtos é praticamente equivalente, pois é baseado no risco do segurado vir a falecer. Como o risco de falecimento é baixo, o maior componente refere-se ao acidente.

Neste sentido, os seguros de acidente são mais recomendados para os jovens sem dependentes. Por outro lado, o valor do seguro de vida deve diminuir à medida que a pessoa envelhece, pois em geral suas economias aumentam, diminuindo o risco de que sua família venha a necessitar em caso de falecimento.

Seguro não é para sempre!
À medida que o tempo passa e você acumula um patrimônio maior, sua cobertura de seguros deve diminuir. Lembre-se que seguro não é para sempre, quando você tiver acumulado o suficiente em bens e planos de previdência para garantir sua família talvez esteja na hora de cancelar o seguro de vida.

O dinheiro economizado pode ser usado para aumentar suas reservas, através de aplicações, ou porque não para consumo próprio? Lembre-se que seguro é para quando você precisa cobrir um risco, portanto quanto menor o risco menor a cobertura de seguro necessária. Você faria um seguro de carro se não tivesse risco de bater? O mesmo raciocínio vale para o seguro de vida. Se você já acumulou o suficiente, o risco financeiro de você vir a falecer cai bastante, portanto pode estar na hora de rever o valor da sua apólice.

PREVIDÊNCIA PRIVADA: atenção na contratação de planos

Depois de algum esforço, você conseguiu achar um espaço no seu orçamento para começar a investir no longo prazo. Como a sua intenção é garantir uma renda complementar ao se aposentar, optou imediatamente pelos planos de previdência. Sem dúvida você está no caminho certo, visto que eles oferecem vantagens fiscais que aumentam à medida que o prazo de investimento cresce.
Assim sendo, se sua intenção é investir para a sua aposentadoria, nada melhor. Mas, se pretende efetuar saques antecipados, deve estar preparado para uma queda no rendimento da aplicação. Pois, neste caso, o benefício fiscal é menor!
Mesmo para quem não pretende sacar o dinheiro antes do início do pagamento dos benefícios, é preciso alguns cuidados na contratação dos planos, como sugere o diretor presidente do IBEDEC (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo), Dr. José Geraldo Tardin.
Flexibilidade reduz risco de saque antecipado
A principal recomendação do presidente do IBEDEC está relacionada à flexibilidade do plano. É importante lembrar que, quanto maior a flexibilidade do plano, menor é a chance de você se ver forçado a resgatar antecipadamente a aplicação. Afinal, em um momento de aperto financeiro você pode, por exemplo, deixar de efetuar as contribuições, ou simplesmente diminuir o valor das mesmas.
Tardin também recomenda aos interessados em contratar um plano de previdência que verifiquem a possibilidade de se antecipar a data de resgate dos benefícios. Esta opção pode ser útil para quem, faltando poucos anos para se aposentar, perde o emprego. Neste caso, antecipar o pagamento dos benefícios é mais vantajoso do que efetuar um resgate parcial antecipado.
É sempre bom lembrar que a flexibilização deve ser vista como uma alternativa para ajudá-lo no seu planejamento financeiro. O seu objetivo deve ser o mesmo: poupar frequentemente com o intuito de formar uma reserva financeira para a sua aposentadoria.
Retorno vale a pena?
Os críticos dos planos de previdência alegam que as taxas cobradas são muito elevadas, o que torna a aplicação pouco atrativa frente aos fundos de investimento. Esta é uma análise simplista da coisa, pois não considera os benefícios fiscais.
Em outras palavras, o retorno que você analisa nos jornais não inclui o pagamento de imposto de renda. E nos planos de previdência você só paga IR no resgate, o que possibilita um crescimento mais rápido do dinheiro aplicado do que nos fundos, onde o imposto é pago a cada seis meses.
É bem verdade que nos planos de previdência você arca, além da taxa de administração, com a taxa de carregamento, mas muitas administradoras já oferecem taxas decrescentes e isentam o investidor que aplica o dinheiro por mais de 2 anos. Assim é importante que, ao escolher o seu plano, procure instituições que ofereçam taxas atrativas de administração dos recursos (até 2,5% ao ano), mas, sobretudo, de carregamento (decrescente de 3% a 0% após 2 anos).
Como tem sido o desempenho?
Para quem mantiver as premissas discutidas acima, ou seja, não sacar no curto prazo e procurar planos com taxas atrativas, a previdência certamente trará um rendimento mais atrativo no longo prazo. Senão, ao menos pelo fato de ajudar na criação do hábito de se poupar regularmente.
Mas de nada adianta pagar menos taxas e impostos, se o desempenho da carteira do seu plano é muito ruim. Os planos em geral se enquadram em três categorias de risco: conservadores, moderados e agressivos. Analise o desempenho histórico do seu plano nos últimos dois a três anos e verifique se efetivamente está alcançando os objetivos de retorno atrativo.
Sobretudo, no caso dos planos mais agressivos, que investem em ações, analise o desempenho por um prazo mais longo, pois é assim que você tem uma idéia mais realista do quanto pode esperar de retorno no longo prazo.
Transparência e segurança
E, falando de investimento no longo prazo, vale recomendar que você tenha absoluta confiança na administradora do plano. Analise com cuidado o histórico da instituição, e tente verificar o grau de solidez da mesma.
Mas não basta ser uma instituição sólida, se a comunicação com o investidor não é direta, transparente. Procure se informar com outras pessoas que já investem com a instituição, verificando se estão satisfeitas com o atendimento prestado.
O IBEDEC lembra que, para garantir um mínimo de segurança aos investidores, a Lei 6.435 de 1977 impõe que as seguradoras e bancos emitam extratos das aplicações e informes sobre o desempenho da carteira de investimento do plano. Com estas informações em mãos, você está preparado para começar a planejar sua aposentadoria.

Seguro de vida: quanto você precisa ter de cobertura?

Seguro de vida é um daqueles produtos que contratamos com a intenção de nunca ter que usar. Mas, se você possui alguém que é financeiramente dependente de você, então você deve avaliar a possibilidade de contratar um seguro de vida.
Afinal, este é o objetivo do seguro de vida: garantir a segurança financeira dos seus dependentes por um determinado período de tempo caso você esteja impossibilitado de fazê-lo. Uma vez que esteja convencido de que você precisa contratar este tipo de seguro, é hora de se perguntar que tipo de cobertura você precisa ter, ou seja, de quanto deve ser a indenização para que seus dependentes tenham a tranqüilidade financeira necessária para retomar as suas vidas.
Qual é o seu estilo de vida?
Sua primeira providência deve ser entender qual é o seu estilo de vida, pois é através dele que você poderá determinar o valor do seu seguro de vida. Se você é assalariado e ainda não acumulou o suficiente para que a sua família possa viver de renda, a cobertura do seu seguro deve, ao menos, ser capaz de cobrir o seu salário por um determinado período de tempo.
O período de tempo necessário vai depender da situação da sua família. Por exemplo, se o seu cônjuge não trabalha e você é o único responsável pelo sustento da casa, o período necessário de cobertura deve ser mais longo. Mas, mesmo que o seu cônjuge trabalhe, é bastante provável que, ao menos nos primeiros meses, opte por ficar em casa para dar um maior apoio às crianças. De forma que é preciso levar isso em consideração na definição da cobertura do seguro.
Por sua vez, caso o seu cônjuge não trabalhe, o seguro deve levar em consideração, por exemplo, o custo de um treinamento de capacitação, ou para abertura de um negócio, de forma que seu cônjuge possa, eventualmente, garantir o sustento da família.
Além do cônjuge é preciso pensar nos pais e filhos
Se seus pais já são idosos e moram com você, e o seu cônjuge é quem cuida deles, você terá que avaliar o custo de ter outra pessoa fazendo isso, já que muito provavelmente seu cônjuge terá que voltar a trabalhar e não terá condições de arcar com esta responsabilidade.
Ainda que a maioria dos financiamentos imobiliários já inclua no custo da prestação o custo de seguro que garante a quitação do saldo devedor em caso de falecimento, ou acidente com invalidez permanente do titular, é importante que você avalie se ao falecer sua família terá dificuldades para manter o pagamento de financiamentos ou consórcios.
Dependendo da idade dos seus filhos, você também precisa se preocupar com a garantia do futuro deles. Se eles ainda são crianças, e você não contrata seguro educação, ou possui um plano de previdência voltado à garantia do estudo dos seus filhos, estes custos, ou ao menos parte deles, também devem ser incluídos no seu cálculo.
Faça as contas
Para determinar o valor do seu seguro de vida, calcule as despesas correntes da sua família, estabeleça um prazo para cobertura destas despesas. Afinal, o seguro não tem como objetivo garantir uma renda perpétua, mas dar condições para que a sua família consiga se restabelecer. Como discutido acima, esta necessidade varia dependendo do perfil da sua família, idade dos seus filhos etc.
Feito isso você deve estimar o valor do seu patrimônio, isto é, quanto acumulou até o momento. Mas lembre-se que alguns bens não poderão ser vendidos, como sua casa, portanto estime seu patrimônio já excluindo bens ou valores que não poderão ser usados para garantir uma renda familiar.
A diferença deve ser o valor do seu seguro. Uma vez que tenha uma idéia clara do que pretende, é hora de contatar um corretor e pesquisar as melhores condições oferecidas no mercado.

O AMIGO, Um Corretor de Seguros? Profissional? comprometido com as regras do mercado segurador? ou apenas mais um oportunista?

Baseado em fatos reais

Muitas pessoas tem o hábito de identificar através do grupo de amigos que os cerca profissionais para administração dos seus negócios, esta pessoa que me refiro possuia uma apólice de seguro para seu carro administrada por mim, qual não foi minha surpresa receber uma ligação informando que a mesma estava sendo administrada pelo banco X, entrei em contato imediatamente com a cliente para obter maiores detalhes e minha surpresa foi total, segue abaixo relato do que se passou;

Segundo a cliente seu "amigo" o gerente do banco onde ela possui conta estava com um pequeno problema para atingir metas comerciais impostas pela instituição, ela muito prestativa aceitou a troca de apólice que estava sob minha administração para o gerente "corretor" do banco X, segundo ela um profissional com foco no que era importante para ela, informei ela dos riscos que estava correndo se submentendo aeste tipo de troca que envolve apenas decisões pessoais e não são levadas em conta aspectos importantes da apólice mas mesmo assim ela garantia que a economia ( R$ 120,00 ao ano ) compensava a troca, não insisti pois tinha total certeza de que havia feito a coisa certa e não era ético continuar na luta.

Passados exatos 75 dias recebi uma ligação do esposo de minha "ex" cliente apavorado e sem saber o que fazer, o carro havia sido roubado e o gerente "corretor" do banco X não podia informar nada apenas indicou a central de atendimento que foi objetiva e pediu a relação de documentos de praxe, a questão primordial era: QUEM IRIA AUXILIAR ESTE CLIENTE NESTE MOMENTO como não era mais o administrador da apólice não podia fazer nada.

para concluir as despesas deste "ex" cliente foram no total R$ 1.950,00 entre itens que não constavam da apólice, e o gerente "CORRETOR" do banco X NÃO SE TEM MAIS NOTICIAS.

Pensando em seu futuro: comece desde já a planejar sua aposentadoria.

Se você é jovem, estudante ou recém-formado e ainda não está casado, certamente deve ter uma infinidade de planos para a sua vida. Coisas do tipo: comprar uma casa na praia, ter um apartamento em uma região nobre da cidade, fazer várias viagens, ou cursos para reciclagem profissional etc.
Para que tudo isto se torne realidade, não tenha a ilusão de que é só achar uma lâmpada, esfregá-la e esperar que saia dali um gênio lhe dando direito a três pedidos. Não, para alcançar tais objetivos é necessário que você tenha em mente uma palavra muito importante: planejamento. E quando falamos em planejamento, estamos falando tanto de planejamento de curto quanto de longo prazo.
A importância de se pensar no longo prazo
Mas como isto funciona? Bem, vamos começar a partir de uma situação simples, na qual todo o mês você tem uma determinada renda. Para que você consiga planejar de forma adequada as suas finanças durante toda a sua vida, é importante que você destine parte de sua renda para a alocação no curto prazo. Afinal de contas, todos nós temos que arcar com gastos com alimentação, transportes, lazer etc.
É muito importante, também, que uma outra parcela de sua renda seja destinada para o futuro, de forma a garantir a sua renda pós-aposentadoria. Neste ponto você deve estar se perguntando: como assim, aposentadoria? Mal entrei no mercado de trabalho e já começo a pensar em quando vou me aposentar? A resposta é sim, uma vez que o futuro, como você bem sabe, é um assunto sério e, assim, deve ser tratado de igual maneira.
Além disso, quando você começa a acumular dinheiro, não necessariamente você desfrutará deste capital apenas depois de sua aposentadoria. Na verdade, você pode retirar parte do dinheiro investido antes mesmo de se aposentar, para resolver algum problema financeiro ou mesmo para realizar algum de seus "sonhos de consumo".
Onde, então, aplicar o meu dinheiro?
Tendo isto esclarecido, cabe a pergunta: onde então devo guardar o meu dinheiro? Bom, a primeira coisa que poderia vir à sua cabeça poderia ser a caderneta de poupança. Afinal de contas, você já teve estar mais familiarizado com este tipo de aplicação, até mesmo porque seus pais, avós, tios etc. certamente a utilizavam para guardar suas "economias". Porém, antes de pegar o seu dinheiro e aplicar na poupança, você deve fazer um exercício de comparação.
Isso mesmo! Você não entendeu errado! Atualmente, existem várias alternativas de investimento, que podem ser bem mais interessantes do que a tradicional caderneta de poupança. Uma destas alternativas são os chamados planos de previdência privada, que são comercializados tanto por seguradoras quanto por bancos, e que aplicam seus recursos de maneira variada, mas em geral garantem uma rentabilidade maior que a poupança. Especialmente se a intenção é investir por prazos mais longos de tempo.
Mas é preciso ir com calma, já que existem vários tipos de planos de previdência, que diferem entre si pelo rendimento, pelo tratamento fiscal etc. Dessa maneira, é preciso ter em mente qual o plano que melhor se adapta ao ser perfil e necessidades, comparando benefícios e custos.
Quanto mais cedo, melhor
Quando o assunto é planejamento de sua renda no longo prazo, então alguns fatores devem ser levados em consideração. Dentre os vários aspectos a serem analisados na hora de decidir quando e onde colocar os seus recursos, os mais importantes são os seguintes:
bNa ponta do lápisCertamente você já ouviu a expressão ao investir no longo prazo você faz o dinheiro trabalhar para você. Mas, será que você tem uma idéia clara do que isso significa? Na prática isso quer dizer que, quanto antes você começar a poupar, por mais tempo manterá o dinheiro aplicado, e maior será o peso dos juros no total acumulado.

* tempo de contribuição ao fundo: este é o período conhecido como fase de acumulação, já que é nesta ocasião que o seu dinheiro está rendendo. a duração do período de acumulação depende, basicamente, de dois fatores: em primeiro lugar, com quantos anos você começou a contribuir e, segundo, com quantos anos você deseja se aposentar. a regra geral é que quanto maior o período de acumulação, maior tende a ser a sua renda no futuro.dessa maneira, quanto antes você começar a contribuir para algum fundo, melhor, já que isto tende a aumentar o efeito multiplicador dos juros, além de elevar o seu patrimônio total, sobre o qual incidirão os juros. a idade de saída, por sua vez, determina quanto tempo os recursos acumulados terão que durar para lhe garantir um sustento. quanto maior a sobrevida, mais tempo o dinheiro terá que durar, e, portanto, maior deverá ser o montante acumulado se você quiser garantir o recebimento de uma determinada renda após se aposentar.
* fase de benefícios: neste período, você estará basicamente recebendo a renda proveniente do seu período de acumulação. a maior parte dos planos de previdência dá ao participante a opção de se programar para receber o benefício de uma só vez, ou então através de uma renda mensal. caso você opte pelo recebimento de uma renda mensal, existem formas distintas de pagamento, que variam apenas na duração (vitalícia ou temporária), e na possibilidade de reversão desses benefícios para outras pessoas no caso da sua morte.

Assim, por exemplo, como ilustrado abaixo, se poupar desde os 25 anos para alcançar R$ 1 milhão ao se aposentar aos 65 anos, então 25% do total acumulado será derivado da sua poupança mensal, e 75% do poder multiplicador dos juros.
Por outro lado, se esperar até os 45 anos para começar o seu esforço, então para juntar o mesmo patrimônio, sem correr riscos extras, terá que poupar quase quatro vezes mais do que no exemplo anterior. Apesar disso, do total acumulado, os juros serão responsáveis por 47% do total. Em outras palavras, o fato de ter investido por menos tempo fez com que o poder multiplicador dos juros fosse menor, e você tivesse que trabalhar mais do que o seu dinheiro.
Outro ponto importante de se investir por um prazo mais longo é que isso permite rever possíveis erros na hora de investir o seu dinheiro. Diante disso, deixar para amanhã o que pode ser feito hoje é a pior decisão para o seu futuro que pode tomar, então por que esperar?

ALUGUEL - Saiba mais sobre o seguro-fiança e títulos de capitalização

Assinar um contrato de aluguel pode implicar em riscos para proprietários e inquilinos. Durante o período de locação, o locatário pode sofrer algum problema financeiro e ficar impossibilitado de quitar as mensalidades. Por sua vez, o locador, que tem entre suas fontes de renda o aluguel de suas propriedades, pode exigir por lei algum tipo de garantia para receber os valores em caso de inadimplência do inquilino.

No Brasil, a legislação oferece algumas opções de garantia a locadores e locatários. A mais comum ainda é a fiança, que corresponde a 70% dos contratos de aluguel. No entanto, alguns problemas vêm diminuindo o número de locações com fiança como garantia. A própria tarefa de encontrar um fiador está cada vez mais complicada. Além disso, outro fator tem deixado candidatos a inquilino de cabelo em pé. O Supremo Tribunal Federal decidiu recentemente que a penhora do único imóvel residencial do fiador é inconstitucional.

Por conta disso, a procura por alternativas de garantia de locação está crescendo no Brasil. Além da caução, na qual o inquilino deposita em poupança um valor referente a até 3 aluguéis, outras opções são o seguro-fiança, comercializado pelas principais seguradoras do País, e o título de capitalização, que além de sortear prêmios, possibilita o resgate pelo locatário após o período de locação.

Encontrar fiador ainda é um problema
Correspondendo a maioria dos contratos, a fiança é a forma de garantia na qual uma pessoa se responsabiliza pelas obrigações assumidas pelo inquilino. Apesar da popularidade, a fiança pode causar alguns transtornos na hora de alugar um imóvel. Procurar um fiador nem sempre é uma tarefa agradável. Por esse motivo, os fiadores constumam ser da própria família do inquilino.

Outro problema enfrentado pelos locatários é a exigência de que o fiador tenha um patrimônio com pelo menos dois imóveis. Como a constituição brasileira prevê direito à moradia a todos cidadãos, os juízes têm entendido, em alguns casos, que um imóvel que seja habitado pelo fiador não pode ser penhorado. E encontrar um fiador com dois imóveis também não é muito fácil.

Seguro-fiança
Para quem tiver dificuldade em encontrar um fiador, uma saída é contratar o seguro-fiança. Por seu custo e exigências das companhias seguradoras, o seguro ainda é pouco usado no País. Quem contrata o seguro é o próprio inquilino, que em caso de dificuldade financeira, terá todos os aluguéis quitados pela seguradora. Existem dois tipos de seguro - o parcial, que cobre as despesas com aluguel e multas, e o completo, que também arca com o IPTU, água, condomínio, pintura e outras contas que não forem pagas.

Dependendo do tipo de seguro, o prêmio pode chegar a um aluguel e meio por ano. A maior parte das companhias divide o pagamento em até 4 vezes. Algumas empresas facilitam em até 12 vezes. No entanto, é necessário que o locatário tenha uma boa ficha cadastral e renda três vezes maior que o valor do aluguel. E no final do contrato, o inquilino não recebe nada do que foi pago à seguradora.

Título de capitalização
A última alternativa de garantia num contrato de aluguel é o título de capitalização, que funciona como uma espécie de caução. A diferença é que o valor da garantia não se limita a três aluguéis, estipulados por lei no caso da caução. A quantia é determinada por um acordo entre as partes.

Outra vantagem é que o locatário pode resgatar todo o dinheiro aplicado, corrigido pela TR mais 3%. Como nos títulos de capitalização oferecidos pelos bancos, os inquilinos ainda concorrem a prêmios. Apesar da rentabilidade não ser a mais interessante, a opção é uma boa saída para locatário e locador em busca de uma garantia no contrato.

FIQUE ATENTO AOS TIPOS DE COBERTURA DE SEGURO RESIDENCIAL ANTES DE DECIDIR

Se você acha que chegou a hora de fazer o seguro de sua casa, observe alguns aspectos que deve conhecer, para então decidir. Segundo informações da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), vários fatores pesam na definição do prêmio (o que você paga) do seguro, e devem ser observados. Um deles é o tipo de cobertura oferecida.

Coberturas: começando pela definição
O termo cobertura representa a garantia que o consumidor possui, ao contratar um seguro, de que será indenizado pela ocorrência de algo realmente inesperado.

Seguindo uma linguagem mais "técnica", você pode optar por fazer um seguro apenas para o "prédio", onde a cobertura se aplica aos danos causados ao imóvel, ou só para o "conteúdo", que abrange todos os bens encontrados em sua residência, desde os móveis, até os eletrodomésticos. Neste caso, vale lembrar que não podem ser incluídos na cobertura os materiais de uso profissional.

De acordo com a Pro Teste, a maioria das seguradoras não divide a cobertura, ou seja, opta por oferecer apólices para prédio com conteúdo.

Principais modalidades de cobertura
Numa única opção, aparecem juntas as coberturas de incêndio, queda de raio e explosão. Neste caso, o limite máximo do valor segurado só é pago no caso de perda total. Em caso de perda parcial, será calculado o pagamento com base no seu prejuízo.

Na eventualidade de um incêndio, serão ressarcidos os danos causados por chamas, fumaça, água utilizada no combate ao fogo e despesas para salvamento e proteção dos bens segurados. No caso de raios, todas as conseqüências são cobertas.

Um dado curioso da pesquisa Pro Teste: algumas seguradoras cobram franquia para este tipo de serviço (cerca de 10% do valor da indenização). Vale ficar de olho neste item na hora de tomar sua decisão.

Você pode ainda contratar o seguro de seu imóvel com cobertura para roubo (quando o ladrão usa de violência ou ameaça alguém da casa), ou furto (os bens são levados sem qualquer contato entre morador e bandido).

Vale um aviso: em caso de furto, as apólices só cobrem o qualificado, ou seja, quando há invasão por arrombamento ou chave falsa. De acordo com a Pro Teste, este tipo de restrição pode causar prejuízos para o segurado.

Mais opções
Há ainda a cobertura para vendaval e granizo, vantajosa em países tropicais como o nosso, mas que não abrange danos causados a bens expostos ao ar livre, a terceiros ou veículos.

Ver-se impossibilitado de utilizar seu imóvel por um período também é uma situação que pode ser coberta por um seguro, chegando a garantir, em alguns casos, o pagamento de aluguel ao segurado.

Existe ainda a cobertura para danos materiais causados por desmoronamento, que não inclui o desabamento de revestimentos, acabamentos, telhas, beirais e outros elementos de decoração. O mesmo vale para as falhas de construção.

Os prejuízos materiais ou pessoais a terceiros causados pelo segurado ou por pessoas e animais sob sua responsabilidade também podem ser ressarcidos, por meio da cobertura de responsabilidade civil. A Pro Teste esclarece, no entanto, que pessoas próximas, como filhos, pais, cônjuges e empregados não são consideradas terceiros.

Vistoria para quê?
Escolhida a cobertura, é importante dizer que, na contratação do seu seguro, a vistoria prévia pode ser um elemento importante, e é exigida por algumas empresas.

Para você, como consumidor, a vantagem é que, mesmo tendo perdido as notas fiscais de alguns produtos, poderá incluí-los na apólice, já que a vistoria prévia lhe servirá de prova real da existência destes bens.

Sobre a pesquisa
Pode-se perceber, por meio desta pesquisa, que as opções de cobertura oferecidas pelo mercado são muitas. Porém, vale sempre o alerta, necessário à contratação de qualquer serviço: observe atentamente seus direitos e faça uma pesquisa minuciosa antes de decidir.